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Adeus a Oscar Niemeyer

Pronunciamento da deputada Leci Brandão no plenário da Alesp – 06 de dezembro de 2012

"A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.” Oscar Niemeyer sempre acreditou nisso e, movido por seus sonhos, ele realizou grandes obras.

Mais do que as obras arquitetônicas que projetou e construiu, o que fica após sua morte é o seu caráter e o cidadão comprometido com as pessoas e com um mundo melhor. Um homem que viveu plenamente cada minuto de sua vida e sempre esteve do lado dos menos favorecidos. Revolucionário nas pranchetas e muito além delas, era comunista e um inconformado com as injustiças do mundo.

Mas, em sua homenagem, gostaria de falar aqui, hoje, da beleza de suas obras, das boas lembranças que tenho ligadas a essa beleza e da proximidade da obra de Niemeyer com o samba: o Sambódromo do Rio de janeiro, o Auditório do Ibirapuera e o projeto da Quadra da Escola de Samba Vila Isabel.

Em 1984, ano de inauguração do Sambódromo, a campeã do desfile foi a Estação Primeira de Mangueira, minha escola do coração. No maravilhoso Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, tive o prazer de me apresentar duas vezes como cantora e compositora neste ano de 2012. E a quadra da querida Vila Isabel tem o projeto assinado por ele, depois de ter ficado anos sem uma sede.

Além disso, no auge de seus 102 anos, Niemeyer compôs um samba. O arquiteto aproveitou o tempo que ficou internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio e, em parceria com um dos enfermeiros que cuidou dele no Centro de Tratamento Intensivo, compôs a canção, que foi batizada de 'Caminhando'.

'Hoje em dia minha vida vai ser diferente
Calça de pijama, camisa listrada, sandália no pé
Andar na praia, vou fazer toda manhã
Até moça bonita vai ter se Deus quiser
Vou parar nos cafés para ouvir historinhas
Coisas da vida que um dia vão ter que mudar
Quero ser um mulato que sabe a verdade
E que ao lado dos pobres prefere ficar
Da minha favela eu olho os granfinos
Na praia de frente para o mar
Não devemos culpá-los, são os prestigiados
Que um dia entre nós vão voltar a morar'

O Brasil e o mundo perderam um gênio e um ser humano notável.

Eu, que sou artista e cantora do gênero mais brasileiro que pode ser criado, o samba, me despeço com as mesmas homenagens que o Martinho da Vila rendeu à Clara Nunes: “Vai fazer falta na Avenida/ Quem viveu cantando a vida/ Não morreu, desencantou”.

Na memória dos comunistas, do Partido Comunista do Brasil, dos progressistas e de todos os brasileiros que lutaram e lutam pela afirmação e o desenvolvimento do Brasil e pela construção de uma sociedade socialista, Niemeyer sempre estará presente!

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